Em uma prática imemorial enfeitam-se,
cotidianamente, com espetaculares penteados realizando também incríveis
pinturas em seus corpos com pigmentos naturais extraídos de minerais e
vegetais, que ademais tem uma segunda função como repelente de insetos ao misturar
as tintas com cinza e urina de gado.
Suas pinturas representam desde desenhos abstratos até padrões de cores das flores que formam uma deslumbrante variedade em todo o corpo, em uma expressão cultural mais elementar para eles que a própria música ou a dança.
Consideram sua imagem como algo abstrato e pintam o corpo duas ou três vezes ao dia, como se mudassem de roupa em uma particular forma de sedução, de expressar seu estado de ânimo ou seu orgulho. As escarificações e mutilações que se infligem são também sinais de elegância, de força e de valor.
Hans Silvester é um
fotógrafo e militante das causas relacionadas a defesa do meio ambiente nascido
em Lorrach, Alemanha, em 1938. Sua ampla obra inclui o estudo de regiões de
todo mundo, França, América Central, Japão, Portugal, Egito, Tunísia, Hungria,
Peru, Itália e Espanha durante os anos 1960 e 1970. Mas tarde dirigiu sua
atenção para os estragos da desflorestação no Amazonas.
Seu trabalho mais
recente documenta a vida destes indígenas com uma obra que o artista descreve
como uma imersão na vida e na tradição das tribos etíopes em um esforço para
salvar tanto quanto seja possível esta arte realmente viva e sujeita a uma
variação infinita, produzida por estas culturas tribais, e cujos elementos constitutivos
formam um vínculo entre o homem e a natureza.
A obra de Silvester, das quais fazem parte estas
fotografias que ilustram o artigo, foram exibidas em numerosas galerias de arte
pelo mundo todo. Suas fotografias já foram objeto de quase 50 livros sendo o
mas recente "Natural Fashion: Tribal Decoration from Africa"
publicado em 2009.





















Muito linda as imagens <3
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